Jesus pareceu ter querido passar uma mensagem no dérbi: a manta do Benfica não estica tanto nem tem a qualidade da anterior. E no entanto... gastou-se mais
Ficámos a saber há dias que o treinador do Benfica não vai muito à bola com a aplicação do termo "apostas" quando os assuntos são futebol e lançamento de jogadores, mas se há coisa que Jorge Jesus fez no dérbi de domingo foi... apostar. Correu assim-assim, porque o risco "só" custou dois pontos. Analisado o rendimento do alto da bancada central do Estádio da Luz, vingou a ideia de que a equipa estava fisicamente apta para resistir até ao último segundo e dispensar alterações, sobretudo porque este duelo com o Sporting, ao contrário do sugerido por Jesus, não foi tão intenso como, por exemplo, o da época passada, no mesmo recinto, a contar para Taça de Portugal. Pese o fôlego dos seus, o treinador dos encarnados aguentou até quatro minutos dos 90 para dar entrada a Derley, o tal ponta de lança que tanta força fez para ter no plantel. Ao mudar apenas uma peça e ao fazê-lo tão tarde, o técnico, em véspera de fecho do mercado de transferências, pareceu ter querido passar uma mensagem: a manta não estica tanto como a anterior, nem a qualidade do tecido é igual. Os gastos em compras, porém, sugerem um quadro diferente: entre valores oficiais e oficiosos, ascendem a 38,5 milhões de euros, mais 300 mil do que há um ano. Agora, com a paragem da I Liga, Jesus tem quase duas semanas para recuperar o campeão, porque o reforçadíssimo FC Porto já lá vai...
