Como se a presença lusa em nove finais europeias desde 2003 não fosse suficiente para fuzilar teimosias...
Envergonhada por exibições que a história se encarregará de encaixotar no armazém das deceções, a Seleção Nacional arrumou a trouxa e voltou para casa ao fim de apenas três etapas no Mundial. Portugal, esse, continuou por terras brasileiras representado pelo trio de arbitragem chefiado por Pedro Proença, que ontem viu desfazer-se o sonho de apitar a final; por Slimani, Ghilas, Halliche, Herrera, Reyes, Maxi Pereira, Fucile e ainda o técnico Fernando Santos, afastados nos "oitavos"; por Jackson, Quintero, Defour e Mangala, eliminados nos "quartos"; e ainda por Garay, Rojo e Enzo Pérez, que amanhã jogam para se sagrarem vencedores do campeonato do mundo. É uma mão-cheia de matéria-prima, aproveitada, afinada, transformada e valorizada por equipas lusitanas, que aplica uma bofetada de tamanho mundial no preconceito ainda entranhado em muitos observadores e treinadores que persistem em olhar de esquina para o que se vai fazendo e para o que existe neste retângulo lambido pelo mar, duvidando da qualidade dos seus principais intérpretes futebolísticos. Como se a presença de emblemas portugueses em nove finais europeias nos últimos 11 anos - três Supertaças incluídas - não fosse marco mais do que suficiente para endireitar narizes ou fuzilar teimosias como, por exemplo, a de Alejandro Sabella, que só mesmo por casmurrice aguentou Enzo Pérez no banco de suplentes da Argentina até à lesão de Di María ao minuto 33 do jogo dos quartos de final. E se Scolari tivesse tido "azares" destes antes de armar a convocatória do Brasil? Nunca saberemos...
