FORA DA CAIXA - Um artigo de opinião de Joel Neto.
A continuação das ligas apesar do novo confinamento é uma prerrogativa que o futebol soube merecer. Mas o desafio persiste, e parte da responsabilidade de ultrapassá-lo pertence aos adeptos.
Porque continuar precisamente a partir de um clássico pode constituir um privilégio redentor, mas também um teste ao comportamento daqueles que, em diferentes circunstâncias nos últimos meses, se concentraram nas imediações de estádios, a incentivar as respetivas equipas através do éter.
Portanto, podem fazer-se as conjeturas que se quiser para o FC Porto-Benfica de amanhã. Se o FCP perder, atrasar-se-á num momento em que atravessa uma reconstrução financeira; se for o Benfica a vacilar, ficará inusitadamente atrás de dois clubes em graves dificuldades financeiras; se houver empate, o Sporting poderá distanciar-se dos dois, e em todo o caso tem nas mãos a oportunidade de se afastar de pelo menos um.
Não importa: nada é tão importante, nesta fase do campeonato e do próprio processo de sobrevivência da indústria, quanto os adeptos - claques e não só - deixarem que o futebol continue para a semana.
Portugueses do Brasil
A paixão com que no Palmeiras se está a viver a chegada à final da Taça Libertadores é uma demonstração da grandeza do feito de Abel Ferreira. E é também um eco dos triunfos de Jorge Jesus com o Flamengo.
Depois das más experiências de Jesualdo e Sá Pinto, o treinador português volta a marcar pontos no Brasil. Ainda bem.
