
Um artigo de opinião de António Pires sobre o Euro'2024
Após o Portugal-Turquia soaram os alarmes. As várias invasões de campo por parte de adeptos em busca de uma selfie ou de um simples abraço junto de Cristiano Ronaldo provocaram várias interrupções na partida. Após a mesma, num lance caricato e felizmente sem consequências, Gonçalo Ramos foi “atropelado” por um steward que perseguia mais um “invasor”.
Anteontem sucedeu o impensável: quando o capitão da Seleção se aproximava do túnel de acesso aos balneários, um adepto saltou da bancada e, não fosse a pronta placagem de um steward, poderia ter atingido o jogador português. A popularidade planetária de CR7 talvez justifique alguns excessos, mas estão a ser ultrapassados limites perigosos.
Esperemos que nunca chegue o dia em que um fã “louco” venha a esfaquear um jogador - como sucedeu com a tenista Monica Seles em 1993 -, mas não é preciso suceder tragédia igual para perceber que algo tem de ser feito, e urgentemente, para acabar com isto.

