André Villas-Boas deve colocar o presidente do Sporting na fila da frente da varanda do silêncio, deixando o seu homólogo a jogar sozinho
Está certa a teoria de que não há derrotas que aqueçam os ânimos de um clube. Pelo contrário, são muitos os exemplos de equipas que avançam com a confiança de uma série de vitórias que ultrapassa eventuais fraquezas, incinera tácticas e coloca onze jogadores em combustão. Se há quem diga que dinheiro faz fortunas, mais objectivo é a ciência de que as vitórias geram confiança. Há, porém, exibições que fazem mais por uma equipa que vitórias injustificadas a martelo. A forma como o FC Porto jogou em Alvalade na primeira mão da Taça de Portugal recoloca a equipa nos patamares exibicionais de pressão e intensidade que conheceu no primeiro terço da época. E o que fica dessa sensação de injustiça em Alvalade, transcende em muito o resultado do jogo.

