RUGIDOS DO LEÃO - Samuel Almeida despede-se dos leitores de O JOGO com uma última crónica. A não perder.
1 - Esta é a minha última crónica no O Jogo, pelo que é tempo de enviar um abraço a todos os leitores e a toda a redação deste jornal. Aceitei com entusiasmo o desafio de escrever uma coluna dedicada ao Sporting, num jornal conotado com um dos nossos rivais. A verdade é que O Jogo se destaca pela pluralidade, diversidade e independência. Um jornal com muitas rubricas de qualidade, sem sensacionalismo e muito rigor. Um jornal que vale a pena ser lido por quem se interessa pelo desporto. Aqui faz-se jornalismo à séria, e este projeto merece continuar a merecer a confiança dos leitores.
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2 - Uma palavra para todos os sócios e adeptos leoninos. Foram anos atribulados, mas culminaram numa época sensacional e repleta de títulos em todas as modalidades. A próxima época será exigente e dificilmente igualável, mas todos temos de ter memória e gratidão para com todos aqueles que nos representam diariamente e tão exemplarmente deram corpo ao lema do clube: esforço, dedicação, devoção e glória. Todos temos o dever de apoiar incondicionalmente quem nos devolveu o sorriso e nos devolveu o orgulho de podermos gritar do fundo da nossa alma, SOMOS CAMPEÕES. Que esse grito não se desvaneça nas primeiras dificuldades, nas derrotas que surgirão. Que ninguém se esqueça de onde viemos e onde estamos, e que a imensa força do Sporting CP e da sua enorme massa associativa se faça sentir em todos os relvados e pavilhões deste País. Serão muitos os obstáculos, pois como tentei denunciar são muitos os interesses obscuros que rondam o desporto e o futebol em particular.
3 - A semana passada escrevi que os títulos alcançados são do clube e dos seus adeptos, e não dos presidentes. E fi-lo a propósito das discussões estéreis e sem sentido sobre quem mais contribuiu para o engrandecimento do clube. Todos deram certamente o seu melhor, uns terão melhores resultados que outros, os ciclos mudam e o clube continua. Sendo público que nunca fui um apoiante desta direção - tendo formulado por várias vezes críticas bem duras - não é menos verdade que os elogios de hoje são tão merecidos quanto as críticas de outrora. Nada mais me move e moverá que não seja a defesa intransigente daquilo que perceciono como os melhores interesses do clube. Frederico Varandas - ao contrário, contudo, do que afirma - mudou o rumo no futebol profissional e a sua aposta deu frutos. Pois bem, que mantenha o rumo e o sucesso são os meus votos e os votos, certamente, da esmagadora maioria da família sportinguista. Muito está por fazer - na estrutura, na digitalização, no marketing, nos núcleos, na expansão da marca, na área comercial - mas o balanço até à data é positivo. É um facto, não é uma opinião.
Nada mais me move e moverá que não seja a defesa intransigente daquilo que perceciono como os melhores interesses do clube. Frederico Varandas - ao contrário, contudo, do que afirma - mudou o rumo no futebol profissional e a sua aposta deu frutos
4 - A apresentação da nova camisola da Nike gerou, provavelmente, uma sensação de deceção, pois as expectativas eram altas e a solução está longe de consensual. Mas importa esclarecer os sportinguistas que a camisola leonina resulta do modelo de patrocínio da Nike, com 3 níveis: elite, premium e standard. Aquando da negociação, o clube não era campeão e ficamos no nível standard, onde não há lugar a qualquer customização das camisolas, as quais correspondem a modelos pré-definidos da marca, ajustando-se apenas as cores e pequenos detalhes. Cabe ao clube e sobretudo aos seus adeptos assegurarem um volume de vendas à altura da dimensão do clube. É tudo uma questão de mercado e vendas.
Nota final. As lideranças de Porto e Benfica andam de mãos dadas, pois no essencial nada separa Luís Filipe Vieira de Pinto da Costa. Estão no fim da linha e certamente não querem um Sporting forte e vencedor. Saibamos perceber onde estão os nossos inimigos e centrarmo-nos no nosso enorme amor pelo maior clube português! Um bem-haja a todos!
