Só um Sporting perfeito, dentro e fora de campo, será capaz de uma virada histórica na Europa. Ao "impossível" o Mónaco deu ontem uma valente lição
Mesmo com as granadas que continuam a estalar em seu redor - a última foi o afastamento do titular Jefferson, castigado pelo presidente -, Marco Silva resiste e não desiste, calibrando o discurso pela ambição, não importa com quem nem contra quem, como se testemunhou no lançamento do duelo de hoje com o Wolfsburgo, onde só uma reviravolta histórica aguentará o Sporting na Liga Europa. Ao tema que dá rosto à agitação do momento reagiu como uma parede impenetrável, dizendo e, perante a insistência, repetindo: "Não comento, o foco está no jogo." Adiante, na projeção de uma parcela do encadeamento de desafios em que os verdes e brancos jogam toda ou quase toda a época, tocou no ponto que pode ser chave na primeira das decisões: o "equilíbrio emocional". Coração sim, mas, acima disso, muita cabeça e pertinácia, foi a mensagem que quis passar a jogadores e também a adeptos. Paciência, eficácia e inteligência são fatores indispensáveis para atrair a perfeição - sem ela, aliás, o milagre será duvidoso, para não dizer impossível. Para os menos crentes nas possibilidades dos remediados perante os abonados, a prova de esperança foi forjada ontem à noite em Londres por um treinador bem conhecido de Alvalade: Leonardo Jardim e o seu genial Mónaco da tática simplesmente atropelaram o Arsenal. E ele também sabe o que é tirarem-lhe o tapete debaixo dos pés...
