FC Porto e Sporting passaram a liderar o campeonato à custa da escorregadela do Benfica. Isso e um apontamento sobre a Taça da Liga.
Novidades na frente do campeonato: o Benfica escorrega do topo para terceiro, trocando com FC Porto e Sporting, ambos com mais um ponto, mas com vantagem para os portistas. O Estoril, que travou a equipa de Jesus, pode ser amanhã apanhado no quarto posto pelo Sporting de Braga. Os detalhes... bem, se chegou aqui é porque já passou por 21 páginas sobre os três jogos que geraram estas mudanças. Foi um sábado gordo após a segunda jornada da Taça da Liga e antes de novo compromisso europeu dos três grandes. Taça da Liga que vai no seu terceiro formato diferente noutras tantas temporadas, revelando alguma instabilidade num contexto entre o alheio às vontades e a realidade do pontapé na bola, isto quando parecia ter encontrado lugar de relevo no calendário nacional. Uma pandemia e a pressão das instâncias internacionais quanto à quantidade de jogos também não ajudam...
Olha-se ao modelo vigente e, não discutindo competência, criatividade e contexto da sua organização, não se consegue fugir à sensação de disfuncionalidade que transmite à entrada da última ronda. É verdade que não é a primeira vez que se chega a esta fase com equipas já afastadas e, por isso, capazes de beliscarem a dignidade competitiva porque outros objetivos mais importantes se levantam. Mas, sinceramente, quem, na pele de treinador do FC Porto ou do Covilhã, usaria os melhores elementos nos desafios contra o Rio Ave e o Benfica, respetivamente, na terceira e última jornada da prova, em meados de dezembro? Importa recordar que a passagem do Benfica e do Rio Ave à Final Four dependem da marcação de dois ou mais golos... O problema é que o regresso ao modelo de 2019/20 pode estar condenado pela pressão dos calendário internacionais, pois para que haja grupos de quatro tem que se realizar mais uma jornada e já não há onde a encaixar na época.
