A Taça de Portugal pela qual Benfica e FC Porto vão lutar esta noite ficará associada a uma história e um registo, ajudará a projetar uma das marcas.
Organizados, inovadores, modernos, os museus de Benfica e FC Porto preparam-se para enriquecer o património com mais uma Taça de Portugal, mas só um a vai receber.
É assim a competição, contam os resultados, faz-se a história e dá-se-lhe vida, para ser contada cá dentro e lá fora, para projetar a grandeza e as respetivas marcas, como contam nesta edição os responsáveis pelos museus dos rivais que esta noite se defrontam.
Os museus não são somente depósitos de boas memórias nem lá estão apenas os registos do passado, estão também projeções de futuro. Uma taça não é apenas uma peça para juntar à coleção e somar ao registo do número de conquistas. Está associada a trabalho, empenho e planificação. Reflete um tempo e uma razão de ser, há de fazer com que a explicação perdure no tempo.
Hoje é dia de final da Taça e, neste ano tão especial, tudo vai parecer estranho. Sem adeptos, em Coimbra, jogada à noite... Do passado resta pouco mais do que a velha rivalidade entre Benfica e FC Porto, sempre viva. A rivalidade é boa, faz com que os clubes queiram ser e sejam melhores e mais fortes. É assim em todo o lado, porque o futebol é do povo mesmo que ganhar seja o único aceitável de três resultados possíveis. Mas desde que saibam que há mais hipóteses para além dessa não vem mal ao mundo. Importante é lembrarem-se todos de que as vitórias oferecem troféus aos museus e a história feita de vergonhas não projeta marcas.
