Antes de visitar o Dragão, Sporting tratou de pressionar o líder
Luis Suárez acrescentou o calcanhar à anatomia de golos, em mais um exemplo comprovativo de que é um goleador completo, e voltou a fazê-lo em cima da hora, no segundo final de liga consecutivo digno de filme de suspense. E como se já não fosse esforço suficiente manter um leão candidato encavalitado nos ombros, o colombiano tem sido também um especialista em resolver dramas nórdicos - não policiais, mas quase. Primeiro foi a fuga de Gyokeres, com toda uma novela de mercado à mistura, e só apagada da memória pelo rendimento superlativo de Suárez; ontem, conseguiu atenuar o dramalhão à volta de Hjulmand, o nórdico que faltava a Varandas na coleção de birras. O dinamarquês tinha ficado fora da convocatória por "razões pessoais", mas depois, afinal, já teria sido por proteção, não se sabe bem a quê, decidida pelo clube. "É um não assunto", reagiu Rui Borges. À custa de Suárez, ontem, terá sido tema de segundo plano, mas a vida, e todos os seus dramas, continua. Hoje.
Desta vez sem golos de Trubin, o Benfica voltou aos dramáticos tropeções internos, colocando em pausa as narrativas dos planos perfeitos que endeusaram o mundo encantado dos chouriços que, mesmo quando são épicos, como foi o caso do golo de Trubin ao Real Madrid, não deixam de pertencer a essa espécie de ramo do fumeiro que faz parte do futebol. E o Sporting de Suárez que o diga. À falta de melhor, hoje, FC Porto e Braga também não os desdenhariam. Antes chouriços do que melões...

