Sporting fintou as fragilidades e o Rio Ave misturou coragem e competência
Sporting e Rio Ave engrandeceram a imagem do futebol português com demonstrações de querer e inteligência. As condições eram adversas para ambos, mas vamos vê-los em ação no play-off a 1 de outubro.
O Sporting soube estender-se em campo e fazer valer uma indiscutível maior qualidade individual e coletiva para marcar cedo
Debilitado, com uma falta de andamento que na parte final foi assustadora, o Sporting soube estender-se em campo e fazer valer uma indiscutível maior qualidade individual e coletiva para marcar cedo. Conseguiu-o, afastou medos e outros fantasmas, fez de conta que esqueceu as dificuldades mas manteve-as sempre presentes. Foi mesmo essa consciência das fragilidades que levou a equipa a tão bem saber torneá-las e escondê-las.
O Sporting foi uma equipa esperta a lidar com os próprios problemas. E só mesmo nos minutos finais, quando o Aberdeen, com oito jogos nas pernas contra zero dos leões, carregou no acelerador, se notaram as diferenças de ritmo e velocidade.
Sem limitações pandémicas, ter-se-ia exigido ao Sporting outro desempenho ante um Aberdeen modesto. Na situação presente, até se faz vista grossa a alguns dos vários erros cometidos.
Em Istambul, ante um histórico da Europa ao qual o público nas bancadas faz demasiada falta, o Rio Ave foi uma equipa corajosa, capaz de ultrapassar os momentos maus, e foram alguns, mantendo-se sempre fiel à ideia de seguir em frente. A primeira parte foi penosa, a sorte deu uma ajudinha, mas ninguém o diria se não tivesse assistido a esse período e visse a equipa entrar para o segundo tempo.
E assim se manteve, a querer, a crer e a querer mais ainda, até depois resolver a questão dos penáltis com competência. Grande!
