Se Carrillo não renovar, o Sporting deve afastá-lo. Há Gelson... e Cervi a caminho
Em público, dificilmente alguém do Sporting assumirá que teria aceitado transferir Carrillo na janela de mercado que acaba de fechar, se os números em cima da mesa fossem gordos o suficiente para justificar a perda imediata, isto é, sem esgotar uma derradeira tentativa no sentido de prolongar o contrato do extremo para lá de 2016. O Leicester, da primeira liga inglesa, chegou-se à frente, deu a cheirar 12 milhões de euros, mas, perante a resistência encontrada em Alvalade, renunciou ao esforço por um jogador que pode ser livre de decidir a sua próxima paragem em janeiro e virou-se para outra solução. Apesar do fracasso no play-off da Liga dos Campeões, e dos muitos milhões de euros que deixou de faturar, o emblema leonino preferiu fazer-se difícil e bater-se por uma oferta irrecusável, para evitar passar para o exterior um sinal de fraqueza. Entende-se. E Carrillo não saiu. O que significa que o problema da renovação continua por solucionar, empurrando a gestão do futebol profissional para uma encruzilhada que pode levar a uma tomada de decisão difícil e controversa. Como se conta nesta edição, o Sporting vai voltar à carga na esperança de casar os seus interesses financeiros com os do peruano, mas definiu um mês como prazo máximo para vencer esta montanha. E se não houver entendimento? Nessa eventualidade, o afastamento do jogador deverá ser a consequência. Prejuízo desportivo? O de Carrillo, pela força da exclusão, terá de ser maior. Por alguma razão há Gelson - o menino que Jorge Jesus acredita poder levar rapidamente à Seleção A - já em processo de fermentação, sem esquecer que o argentino Franco Cervi está "a caminho" para ser reforço em janeiro.
