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Claro que podia ir a um psicólogo trabalhar a raiva, elaborá-la, mas sentia-se mais realizado com esta actividade clandestina
Um dia, um amigo entrevistou um "casual", sob anonimato, para um trabalho académico de sociologia. O entrevistado era da pequena classe média, ligado às informáticas, e ser "casual" era a sua válvula de escape, o seu shot de adrenalina. Não havia mais do que isso, motivações parcas, um universo mental acanhado, fazia surf em São Pedro de Moel, tinha uma sobrinha que costumava levar a um parque.
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