Samu, esse avançado a quem tantos insistem em chamar trapalhão, palavra que lhe colaram como alcunha e que ele próprio devolveu ao mundo com um sorriso velado
Há neste FC Porto uma lucidez que não se limita à tática: é uma inteligência emocional, que sabe quando acelerar e quando esperar que o jogo venha ter consigo. Com um único empate na primeira metade do caminho, só não se assumia desde já como campeão porque o Sporting insistia em escrever uma história igualmente extraordinária. Até Barcelos. Se ambos persistissem nesse ritmo imparável, o destino parecia já ter marcado encontro no Dragão, num clássico que decidiria tudo. O empate do Sporting frente ao Gil Vicente só reforça esta ideia de que tudo se pode resolver em nossa casa. Mas, para isso, é imperioso que o FC Porto consiga vencer no fim da tarde de hoje nos Açores e alargue a vantagem para sete pontos sobre os leões ao dobrar a primeira volta.

