A devolução do sorriso e do orgulho leonino deve-se muito a Rúben Amorim, o qual trouxe carisma, liderança, critério e rumo ao futebol leonino.
1 - No momento em que escrevo estas linhas a equipa feminina do Sporting venceu categoricamente o seu rival por 3-0 e assumiu a liderança do seu campeonato. Tal como o futebol masculino, o futsal, o andebol, o basquete e o hóquei. Em novembro de 2020, o Sporting lidera transversalmente no desporto luso e isso não pode deixar de fazer sorrir todos os sócios e adeptos do clube leonino. É tempo de sorrir, mas mantendo os pés assentes no chão, respeitando todos os adversários, sendo humildes e ambiciosos. Jogo a jogo.
Os casos e as suspeições não param no futebol português. São casos a mais e julgamentos a menos. São os emails, a intromissão nos sistemas informáticos de órgãos de soberania, é o IPDJ, magistrados, transferências mal explicadas, contratação e empréstimos de jogadores sem aparente critério desportivo, etc
2 - A devolução do sorriso e do orgulho leonino deve-se muito a Rúben Amorim, o qual trouxe carisma, liderança, critério e rumo ao futebol leonino. Mérito desta administração que o escolheu, ainda que com uma enorme dose de risco, que não podia deixar de ser assinalada. Se no final da época o Sporting - independentemente de ser campeão - tiver valorizado um conjunto significativo de ativos (o que se antevê, pois Pote, Nuno Mendes, Nuno Santos e Palhinha são indiscutíveis mais-valias desportivas e financeiras) e tiver recuperado a sua competitividade, a aposta está mais que ganha. Este é o sortilégio desta atividade, cujo sucesso está intrinsecamente relacionado aos resultados desportivos e à ligação emocional dos adeptos ao clube e às suas diversas equipas. Frederico Varandas e a administração da SAD são os mesmos, mas o enquadramento mudou. Há dois meses o clube estava amorfo e os erros pareciam acumular-se, hoje os adeptos começam a olhar com esperança para esta época e para o futuro que aí vem. Tudo pode regredir de novo, cabe a todos os sportinguistas fazerem tudo para que tal não aconteça.
O Pravda é assim, afoito e diligente a promover os craques da Luz, e parco na informação imparcial.
3 - Julgo ser um dever de todos os adeptos contribuírem para o sucesso do clube, independentemente de quem pontualmente exerça a liderança. E se esta administração de Frederico Varandas foi merecedora de muitas críticas, julgo que agora é tempo de pormos de lado as diferenças e centrar a energia do clube no crescimento e sucesso desta jovem equipa de futebol. Sendo legítima (e devida verificados os requisitos estatutários) a pretensão de vários associados na realização de diversas assembleias gerais, desafio todos os proponentes e Rogério Alves a sentarem-se e encontrarem um entendimento para que tais assembleias ocorram apenas no final da época desportiva. E isso inclui o tema da segunda volta do qual sou acérrimo defensor. Este não é o tempo de discutir temas fraturantes, de taticismos ou agendas pessoais. Seria, aliás, incompreensível que qualquer foco de instabilidade pudesse partir de dentro, comprometendo o sucesso que é certamente desejado por todos. O sucesso desportivo não é de A ou de B, é do Sporting Clube de Portugal. No fim da época teremos tempo para discutir tudo e cabe ao PMAG garantir a todos que a palavra será dada aos sócios, como é seu dever estatutário.
4 - Os casos e as suspeições não param no futebol português. São casos a mais e julgamentos a menos. São os emails, a intromissão nos sistemas informáticos de órgãos de soberania, é o IPDJ, magistrados, transferências mal explicadas, contratação e empréstimos de jogadores sem aparente critério desportivo, etc. São ligações a SADs cujo capital está por explicar - só prova uma vez mais a absoluta inalienabilidade da maioria do capital da SAD leonina que pertence a todos os sócios. Há muita opacidade nos bastidores do futebol luso, mas isto não se resolve com buscas mediáticas e capas de jornais. Resolve-se com investigações criteriosas e em tempo útil e com o julgamento dos eventuais responsáveis. Está em causa a verdade desportiva e a integridade das competições. Neste contexto pantanoso, é impensável qualquer forma de aliança com os nossos rivais e, aliás, esperaria uma palavra forte da comunicação leonina sobre os últimos acontecimentos. Como espero que o presidente Frederico Varandas se recuse sentar-se ao lado de todos aqueles que contribuíram para o atual estado do futebol luso. Se o fizer, terá por certo o aplauso da família leonina.
Nota final. Pote foi eleito o jogador da I Liga nos meses de setembro e outubro e, curiosamente, tal facto não mereceu qualquer chamada de capa do Pravda. O Pravda é assim, afoito e diligente a promover os craques da Luz, e parco na informação imparcial.
