Mora e Mourinho em papéis principais neste início de semana: um, consagrado no trampolim para um futuro que pode ser radioso; o outro, de volta à casa de partida, 25 anos depois.
Quando se tem os 18 anos de Rodrigo Mora, a vida apresenta-se como um sem-fim de possibilidades. Quando se tem 18 anos e o talento para o futebol de Rodrigo Mora - como qualquer intérprete brilhante de outra arte -, essas possibilidades parecem ilimitadas. E, normalmente, não se pensa em nada disto quando se tem 18 anos e o mundo a seus pés! Vive-se a felicidade de se saber reconhecido pelos pares e admiradores. Haverá, claro, quem aponte o indicador dizendo que nada se consegue sem sacrifício e trabalho - o que é verdade, mas será no equilíbrio entre essa responsabilidade e o soltar do génio que se tem dentro que residirá o sucesso, de mãos dadas com a sorte indispensável a uma carreira no desporto. Que as lesões e os adversários o respeitem, é o que se pede, em jeito de desejo para alguém que está praticamente a começar a viagem na inexorável roda do tempo.

