Sporting arriscou alto com adeus de Montero. Benfica e FC Porto estão vivos, falhar o título prometido será terrível
Na despedida, o que leva o presidente do Sporting a ser tão enfático no louvor a Fredy Montero, o avançado dos golos nos momentos difíceis, que aceitou colocar a caminho da China a troco de um encaixe de cinco milhões de euros, quando a meio de janeiro vincava, nos contactos com o mercado, que não aceitava conversar por menos do triplo? Até pela forma como salvou a liderança da equipa no campeonato na última jornada, o colombiano é uma "receita" que custa a entender e a digerir entre os adeptos, mais ainda quando Teo Gutiérrez se afigura uma incógnita - ninguém percebe se, ficando, ele quer realmente estar - e Barcos, recém-chegado, tem de se pôr em condições. Para já, até boa resolução do treinador na prática, Bruno de Carvalho preocupa-se em parecer e ficar bem diante da plateia, porque preza - é uma característica - a popularidade entre os seus e os que puxa para si, ou deseja manter em seu redor. Todavia, subentende-se ainda nas suas palavras algum receio de que a medida de última hora, ditada também por apertos financeiros (não houve tempo para outra via?), possa ter implicações imediatas e eventualmente irreparáveis no percurso da equipa no campeonato. Há sinais que não dá para ignorar: os rivais Benfica e FC Porto estão vivos. E falhar o título prometido, depois do forte investimento feito no treinador, nunca poderá ser analisado abaixo de "gigantesco fracasso", isto quando se recorda que a presença na Champions foi apenas uma miragem e se sabe que a discussão das Taças de Portugal e da Liga é já uma história engolida por derrotas.
