Plantel do Benfica só ficará mais fraco se o presidente autorizar. Há que saber escolher o(s) substituto(s) e suspender de forma temporária a forretice
Primeiro ponto: ao vender Lima por sete milhões de euros ao Al-Ahli (Dubai), o Benfica fez um excelente negócio, porque transferiu um avançado de 32 anos - depois do desgaste de utilização e retorno desportivo ao longo de três épocas - por um montante bem acima do custo de aquisição. Segundo ponto: muitos dos que agora põem o brasileiro nos píncaros e alinham no coro de que o clube vendeu o seu melhor jogador, eventualmente por se deixarem desmoralizar pela ausência de triunfos numa fase em que o objetivo é trabalhar a vertente física, rotinar um modelo de jogo e afinar as peças, esquecem-se de que estiveram na primeira fila dos que o criticaram e apuparam quando ele andou desentendido com as balizas. A memória seletiva tem destas coisas, mas há factos que se revisitam e recuperam numa corrida mental: o ex-camisola 11 dos encarnados estava praticamente enterrado num buraco... até que na noite de 14 de dezembro, estilhaçando as expectativas gerais, foi encaixado entre os titulares, por decisão estratégica de Jorge Jesus, e, com dois golos, abateu o FC Porto no Dragão. Um sucesso que, concluiu-se na apanha das canas, teve peso determinante na conquista do bicampeonato. Terceiro ponto: o plantel, nesta temporada confiado a Rui Vitória, só ficará mais fraco se o presidente Luís Filipe Vieira autorizar. Há que saber escolher o(s) substituto(s), não ter medo de apostar e suspender de forma temporária a forretice.
