A obrigação do Benfica é o "tri". Baralhar prioridades poderá chamar a tragédia
1 - Antes de fazer a apologia de Renato Sanches, "o profissional com futebol de rua que entusiasma adeptos", e marcar uma posição na temática "o meu médio é melhor do que o teu" - a mais recente face do conflito que opõe Benfica e Sporting -, Rui Vitória atacou para dentro. Hoje à noite, na receção ao Braga "vão jogar os melhores, para ganhar", advertiu, mesmo se a equipa inicia um ciclo de cinco partidas, em duas semanas, que inclui duelos com o Bayern, nos "quartos" da Champions. Com decisões orientadas para a Liga, onde defende a liderança na primeira de sete finais, o treinador procura "colar" os jogadores à terra. Realisticamente falando, a obrigação do Benfica é o tricampeonato, sendo a Europa um bónus. Baralhar prioridades será um passo para a tragédia.
2 - Suspirada há três décadas, a Cidade do Futebol, na sua designação e forma finais, é desde ontem uma realidade incontornável na centenária história da FPF. Se muitos idealizaram, discutiram e ansiaram tamanha empreitada (ou semelhante), a verdade é que, e isso os livros haverão de imortalizar, foi a equipa liderada por Fernando Gomes que deu pernas ao projeto e o concretizou. Esta obra será o ponto mais expressivo do trabalho que conduzirá o presidente à reeleição em junho próximo, poucos dias antes de a Seleção A iniciar a discussão do Europeu, em França. A melhoria de condições será também, doravante, um argumento esgrimível e inexorável na reclamação de resultados.
