O técnico do Cruz Azul fechou a fase regular do torneio Apertura com uma vitória, e no primeiro lugar, antes de entrar nos play-offs onde ambiciona chegar à dobradinha e ao segundo título de campeão mexicano
Para quem tenha nascido já na década de 80 do século passado, o homem da Regisconta, provavelmente não deverá dizer nada. Mas para a minha geração e anteriores é algo que não se esquece, por causa da publicidade que passava nos dois canais da RTP (sim, era o que havia!) e também na rádio (cuja escolha era também mínima). Rezava o anúncio, em traços gerais, que há homens de todas as cores, feitios e aparências, mas que só há um com quem se pode sempre contar: o homem da Regisconta. Dito isto, o anúncio terminava com um jingle e a frase: "Aquela máquina!"
Recordei-me disto, ao pensar no percurso e Pedro Caixinha ao comando do Cruz Azul do México, o clube que é também conhecido por La Maquina (A Máquina). Um dos mais populares e prestigiados emblemas mexicanos, quarto em número de campeonatos ganhos e segundo em vitórias na Champions da CONCACAF. O Cruz Azul é isto tudo, mas também um gigante adormecido que está há 21 anos sem ser campeão, embora durante este jejum tenha ganho uma Champions e duas Taças, a última já esta época com o técnico português.
Caixinha ingressou em Los Cementeros - os Cimenteiros é a outra alcunha de um clube formado pelos trabalhadores da Cimenteira Cruz Azul em 1927 - em dezembro e quase um ano depois ambiciona voltar a ser campeão mexicano, algo que já conseguiu no Torneio Clausura 2015, então com o Santos Laguna, na sua primeira experiência no país. Na sexta-feira completou a fase regular do Torneio Apertura no primeiro lugar e parte para os play-offs como grande favorito, quer pela vitória na Taça, quer pelo momento de forma da equipa, invicta há mais de um mês e com quatro triunfos nos últimos quatro jogos.
Confiante que pode fazer uma dobradinha, 21 anos depois da última do Cruz Azul, Caixinha assume, sem rodeios, que espera ser o homem com quem se pode contar para devolver o título de campeão a La Maquina. "O objetivo é a glória e a glória tem um nome que é a nona [Taça de campeão]", comentou após a vitória (2-0) sobre o Monarcas, numa mensagem clara para os play-offs que se seguem.
