FORA DA CAIXA - Um artigo de opinião de Joel Neto.
A mais importante notícia de ontem, no que ao Benfica diz respeito, não é a da disponibilidade de Vieira para deixar sair Jesus.
Não é a da resistência de Jesus a abdicar de um cêntimo da sua indemnização. Não é a dos que se vão mobilizando para os contestar a ambos. E não é - evidentemente - a das bocas de opositores ou antigos dirigentes que, sempre disponíveis para falar à comunicação social, esta foi ouvir a dizer o que disseram mesmo quando a equipa ganhava.
A mais importante notícia de ontem é a de que os jogadores do Benfica se sentem demasiado expostos ao escrutínio dos adeptos e da opinião pública, por oposição à (diz-se) escassez de exposição do presidente e do treinador. Sussurrada, para já. Vinda de fonte anónima. Mas publicada e, entretanto, já incrustada no éter - para mal dos pecados de Jesus.
Porque, enquanto esse grão de areia não se cristalizara, Vieira ainda podia segurá-lo enquanto garante da solidez do balneário. Com ela, aliás reforçada pelos protestos de Weigl sobre a posição que ocupa em campo, instaura-se uma dicotomia: de um lado o treinador, do outro os jogadores. E, agora, passa a haver uma alternativa a cair toda a gente: é cair só Jesus.
Afinal, aquelas conferências de imprensa a sacudir a água do capote - e a responsabilizar o plantel - foram mesmo má ideia.
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A "Marca" enlouqueceu com Bruno Fernandes. Temos candidato à Bola de Ouro no pós-Messi/Ronaldo - faltava o mercado aceitar que podia ser bom para o negócio.
