O eurodeputado Manuel dos Santos quis ter um palco privilegiado, já que só é conhecido por arranjar tachos aos genros
Acho que não é novidade para ninguém, nem para os próprios, que os políticos portugueses gostam do palco, precisam dele para respirar, e por este palco entenda-se televisões, rádios, jornais, e toda a gama de redes sociais que entraram no nosso quotidiano. Precisam do palco para convencer as pessoas de que são os gajos mais verdadeiros do mundo, que estão sempre a pensar no povo e que as suas ideias são as melhores. É da política, e todos percebemos isso. Hoje há bons políticos, mas já não os há ao nível do Dr. Mário Soares e do Dr. Álvaro Cunhal, (olhe que não, doutor, olhe que não), ou de Sá Carneiro, que faziam política com bravura, com jogadas de bastidores, certamente, mas com classe. Os políticos de hoje deviam saber preservar as heranças do passado, principalmente, a seriedade. A política também gosta de se misturar com o futebol, precisamente porque necessita de palco.
"Os insultos a Sérgio Conceição revelaram a pobreza de espírito deste deputado de uma Nação que merece melhor gente a representá-la"
Esta semana, um eurodeputado, Manuel dos Santos, sabe-se lá se para agradar ao chefe ou simplesmente para que fosse falado, porque de outra forma ninguém o ouve, insultou Sérgio Conceição numa rede social, chamando-lhe aldrabão e complexado. Sérgio deu-lhe a melhor das respostas, retribuindo, com muita classe, com o adjetivo "parasita". É pouco. Este Manuel dos Santos é, afinal, o mesmo que em 2017 deu dinheiro a ganhar a dois genros com as verbas que lhe foram atribuídas pelo Parlamento Europeu, ou seja, por nós todos, europeus; é o mesmo que, nesse mesmo ano, chamou cigana a Luísa Salgueiro, então candidata e hoje presidente da Câmara de Matosinhos, de onde o eurodeputado é natural há 75 anos, idade suficiente para ter juízo e ir para a reforma escrever as suas memórias a ver se alguém se recorda de alguma coisa de útil que tenha feito pelo país. Neste particular, dará com certeza um bom livro em branco. Sim, parasita, foi pouco. Ocioso, e ficamos por aqui.
