Rui Santos, treinador do Estrela da Amadora, estreou-se competições profissionais eliminando uma equipa do principal escalão, na Taça da Liga.
Já cheira a futebol. A duas semanas do arranque dos campeonatos e a uma da final Supertaça, desde sexta-feira que as primeiras eliminatórias da Taça da Liga e os jogos de preparação das equipas de maior dimensão - e hoje há mais - têm deliciado sedentos adeptos, ainda impedidos de marcar presença nos estádios. Até quando? Bem, a Liga quer arrancar as suas competições com lotações a um terço dos recintos. Mas os números da pandemia têm subido. A DGS e o Governo o dirão durante a semana que entra.
Entretanto, honras se façam, a propósito do arranque da Taça da Liga, ao Estrela da Amadora e ao Mafra, ambos da II Liga, que eliminaram Vizela e Belenenses, emblemas do principal escalão. Pouco mais de uma década após uma descida administrativa - por incumprimentos financeiros -, da primeira divisão para o Campeonato de Portugal (terceira divisão, na altura), eis que o Estrela da Amadora volta a competir numa prova profissional. Bons auspícios para o conjunto comandado por Rui Santos, treinador que pegou na equipa no início da época passada, tendo passado, antes, pelo Sintra Football. Recorde-se, a propósito, que este emblema se fundiu, há dois anos, com o Estrela da Amadora (clube) para dar origem à atual sociedade desportiva com licença profissional. E que o mesmo treinador e o mesmo Sintra eliminaram, em 2019/20, o V. Guimarães na terceira eliminatória da Taça de Portugal. Sim, são estes pormenores que geram protagonistas, outros protagonistas que "o sempre arroz" dos noticiários do futebol tanto necessita. E quem diz os noticiários, diz o próprio futebol.
Não muito atrás, embora estreia idêntica tenha acontecido nas últimas seis jornadas da época passada, na II Liga, Ricardo Sousa comandou o Mafra na vitória de hoje sobre o Belenenses. O sangue que lhe corre "na guelra" é suficiente para lhe apontar um certo foco.
