Os 15 adeptos do Fafe que invadiram o estádio no final do jogo com o B-SAD mostraram porque é que o desporto dito profissional e o desporto dito não-profissional têm merecido tratamento diferenciado da parte das autoridades de saúde.
Os 15 adeptos do Fafe que invadiram o estádio no final do jogo com o B-SAD mostraram porque é que o desporto dito profissional e o desporto dito não-profissional têm merecido tratamento diferenciado da parte das autoridades de saúde. Na verdade, o Municipal de Fafe não difere muito da maior parte dos restantes recintos dos escalões secundários: é difícil impedir a entrada de alguém que queira mesmo entrar. Desse ponto de vista, talvez se possa celebrar o facto de a Taça de Portugal estar agora resumida às equipas das ligas. Mas esse não deixa de ser um dos efeitos mais angustiantes desta pandemia: o alargamento do fosso entre o futebol das SAD e o das colectividades. Diziam os antigos que, no fim, a corda rebenta sempre do lado mais fraco. A mim, quase tudo na covid-19 me traz de volta o velho provérbio marítimo: quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão.
Um dia para cima, outro para baixo. Ou Mourinho guarda algum intuito codificado que nem os espectadores nem os próprios jogadores conseguem discernir, ou está tudo errado. É uma irritação ver jogar o Tottenham.
Pior já não pode correr
Um dia para cima, outro para baixo. Ou Mourinho guarda algum intuito codificado que nem os espectadores nem os próprios jogadores conseguem discernir, ou está tudo errado. É uma irritação ver jogar o Tottenham. Ter avançados daquele calibre e persistir em jogar à defesa - ainda por cima mal - não pode deixar os adeptos "spurs" senão exasperados. O "Special One", entretanto "Happy One", entretanto "Já-Não-Sei-Exactamente-O-Quê One", parece ter adquirido alguma espécie de transtorno obsessivo-compulsivo: simplesmente não consegue cheirar as flores.
