Presidente da Juventus não desiste da Superliga Europeia e vai procurando novos aliados sempre com a história no discurso
Andrea Agnelli, presidente da Juventus e da ECA, abriu uma nova porta rumo à mais do que provável criação de uma Superliga Europeia em substituição da Liga dos Campeões, mesmo fazendo questão de afirmar de forma inequívoca pretender defender os clubes brasonados acima de qualquer outra questão.
Apesar de ter percebido a impopularidade do discurso quando ouviu críticas ferozes à primeira proposta, o patrão de Cristiano Ronaldo abriu ontem uma outra frente
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Soa muito estranho ouvir alguém dizer com as letras todas não entender que a Atalanta vá à Champions só porque... se qualificou na época anterior e a Roma fique de fora, por não se ter apurado, depois de muitos anos seguidos a contribuir para o ranking de Itália. É como se um conselho de nobres pudesse reivindicar o direito de usar um qualquer poder discricionário de eliminar o plebeu, pelo menos até este dar provas continuadas de merecer entrar para o clube. Politicamente, soa mal.
Apesar de ter percebido a impopularidade do discurso quando ouviu críticas ferozes à primeira proposta, o patrão de Cristiano Ronaldo abriu ontem uma outra frente: a defesa dos históricos provenientes de países pobres. Usou os exemplos de FC Porto, Celtic e Ajax, três campeões europeus, para defender mecanismos que os protejam do próprio meio em que se inserem.
Pegando no exemplo mais próximo, para Andrea Agnelli o FC Porto não pode ser deixado para trás, depois de tanto ter contribuído para o futebol europeu, só porque Portugal não lhe consegue dar o que necessita para se manter na linha da frente europeia. Politicamente, soa bem. Pelo menos por cá, na Escócia e na Holanda. Uma coisa é garantida, mesmo com ajustes à oratória, a ECA não vai desistir da Superliga, nem Agnelli dos currículos.
