DRAGÃO DO SUL - A opinião de Paulo Baldaia, aos domingos n'O JOGO.
No campeonato em que, treinados pelo Nuno Espírito Santo, nos retiraram o título para o entregar ao Benfica, fui contando os penáltis que iam ficando por marcar a favor do FCP, aqui nas crónicas d'O JOGO e no programa em que participava na Sport TV, terminando essa contabilidade muito para lá das duas dezenas.
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Tivessem marcado metade daquelas grandes penalidades e teríamos sido campeões. Nessa altura, vivíamos um tempo em que voltávamos a ser bons rapazes e faltava tempo e vontade para nos queixarmos. Estava em curso aquilo que os emails acabariam por revelar, uma roubalheira do tamanho da Torre dos Clérigos.
Esta época, não será possível fazer uma contabilidade do mesmo tipo para os critérios disciplinares, contando um a um os cartões amarelos ou vermelhos que ficam por mostrar aos nossos adversários, mas é bem fácil contabilizar os jogos cujo resultado acabou, ou podia ter acabado, influenciado pelos critérios do árbitro. Já aqui tinha dado conta, nas duas crónicas anteriores, do prejuízo que adveio para o Futebol Clube do Porto pela duplicidade de critérios nos jogos contra o Benfica (poupadas as expulsões de Pizzi e Nuno Tavares) e no Sporting (Palhinha).
Para percebermos o requinte da aldrabice, não precisamos de recuar muito. No jogo contra o FCP, aos 66 minutos, Palhinha deveria ter visto o segundo amarelo por cortar a bola com a mão e não viu, mas no jogo contra o Boavista, por um mero encosto, numa jogada que não era de perigo, viu o quinto amarelo que o impede de jogar contra os rivais da segunda circular. Não parou por aqui e é certo que não vai parar até ao fim do campeonato. A duplicidade de critérios vai agravar-se à medida que o campeonato se aproximar do fim e for preciso puxar pelos Donos Disto Tudo.
Para percebermos o requinte da aldrabice, não precisamos de recuar muito. No jogo contra o FCP, aos 66 minutos, Palhinha deveria ter visto o segundo amarelo por cortar a bola com a mão e não viu, mas no jogo contra o Boavista, por um mero encosto, numa jogada que não era de perigo, viu o quinto amarelo que o impede de jogar contra os rivais da segunda circular
No jogo da Taça, sexta-feira em Barcelos, estando a ganhar apenas por um, o árbitro não encontrou o amarelo para mostrar a dois jogadores do Gil Vicente, o mais flagrante por uma mão de Baraye na cara de Otávio, que até podia ter sido vermelho. Mas percebemos que o vermelho também andava perdido, quando Rodrigão viu apenas o amarelo (nessa altura, apareceu!!!) ao impedir a progressão de Taremi, que ficava completamente isolado e com clara oportunidade de golo. Acabámos por ganhar esse jogo por 0-2, depois de termos falhado inúmeras oportunidades criadas, mas a coisa podia ter corrido mal, se a bola que bateu na trave da baliza de Diogo Costa tivesse entrado. Não era justo, o árbitro teria influenciado o resultado e o FCP poderia ter acabado fora da Taça de Portugal.
Para que não restem dúvidas sobre a origem do problema, convém lembrar que ontem o Real Madrid perdeu em casa 1-2 com o Levante, porque, numa jogada igualzinha à que isolava Taremi, Militão viu o vermelho direto aos oito minutos ao travar em falta Sergio León. Nada como ir ao campeonato espanhol comprovar a fajutice que se vai encontrando no nosso.
Este louco mês de fevereiro
Sei que a coisa vai correr bem, porque quis o destino que eu tivesse nascido neste mês e isso tem de servir para alguma coisa, mas até fico cansado só de pensar no esforço que os jogadores do FCP vão ter de fazer com nove jogos em 31 dias.
Começamos amanhã em casa com o Rio Ave, vamos a Belém na quinta e a Braga no próximo domingo para o campeonato. Regressamos a Braga três dias depois, para a taça, e recebemos o Boavista, para o campeonato, no domingo seguinte. Sem descanso, na quarta-feira seguinte, jogamos em casa, com a Juventus, a Liga dos Campeões, e viajamos até à Madeira, onde vamos jogar com o Marítimo, quatro dias depois. Fechamos o mês com o jogo contra o Sporting, para o campeonato, e a meio da semana, jogamos a segunda mão da Taça de Portugal com o Braga. Somos Porto!
