JOGO FINAL - Eliminatória ultrapassada, boa casa e grande ambiente no regresso à Europa do futebol. Que sirva de exemplo
O Vitória de Guimarães foi o primeiro emblema português a prestar provas nas competições da UEFA e passou o teste luxemburguês com dupla distinção: mesmo depois de ter vencido em casa do Jeunesse com golos a menos para a produção de jogo conseguida, ontem não só deu uma tareia no adversário como meteu mais de 16 mil espectadores nas bancadas do D. Afonso Henriques.
É conhecida a capacidade mobilizadora dos adeptos do clube vimaranense, mas não deixa de ser assinalável o apoio demonstrado frente a um adversário reconhecidamente modesto e acessível. A boa casa de ontem faz antever assistências bem melhores nos compromissos seguintes e prova o quanto é de saudar o regresso do Vitória às lides europeias.
Na próxima semana, os vitorianos terão já como companheiros de aventura o Braga, na mesma Liga Europa, e o FC Porto, no escalão acima, a Champions. Mesmo adivinhando-se um aumento grande - brutal, talvez - do grau de dificuldade, espera-se e deseja-se que façam da estreia do Vitória um exemplo, tanto no resultado como na paixão.
A paixão pelo futebol dos relvados, a que enche os estádios, não os vomitórios de alguns estúdios de televisão onde entre disparates e aleivosias por vezes se fala do negócio ou da indústria do futebol.
Todos sabemos que o futebol do ódio não só existe, como se alimenta a si próprio e autoflagela-se, mas a indústria do futebol, aquela que forma, projeta e valoriza jogadores para se financiar e crescer, precisa é dos estádios cheios e da paixão pelo jogo bonito. É uma questão de escolha.
