Por cá discutimos quilómetros e minutos, as seleções não são armas de arremesso.
Os principais emblemas portugueses, servidos pelos melhores jogadores, lamentam quase sempre as paragens das ligas para os compromissos das seleções, por acontecerem vezes de mais em cima de clássicos e/ou de compromissos europeus.
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É o cansaço pelos minutos de utilização, são as viagens longas, mudanças de hemisfério, diferenças horárias, alguns que são sujeitos a tudo isso e nem sequer jogam, mas, como diz mestre Jesualdo Ferreira, nem sempre se perde tudo. Não há cansaço que possa tirar um jogador do clássico, só mesmo lesão.
Há outra questão importantíssima destas idas às seleções a que o futebol português vai escapando - influência dos brandos costumes do país ou dos regulamentos internos? -, que são os focos de desestabilização provocados pelos discursos de jogadores insatisfeitos. Ontem, a Imprensa espanhola estava em polvorosa com o ataque de Griezmann a Ronald Koeman, treinador do Barcelona, sem sequer o nomear. No final do Croácia-França (1-2), em que marcou, justificou o seu rendimento pela seleção: "O treinador sabe onde pôr-me a jogar! Pude aproveitar esta situação e a confiança dos meus companheiros." Ou seja, no clube joga no lugar errado e com os colegas errados. O selecionador, Deschamps, também não ajudou: disse que Koeman saberá porque o põe à direita e não tem nada a ver com isso, mas o avançado rende mais no meio.
Pouco utilizado no Inter, Eriksen marcou o golo da vitória da Dinamarca em Inglaterra. No final... "Já quando jogava no Tottenham gostava de vir à seleção, mas agora o prazer é ainda maior. Aqui [seleção], o treinador põe-me a jogar."
Isto sim, isto é o verdadeiro vírus FIFA.
