Marcada por discursos deprimentes, a Taça da Liga foi entregue. Pena não fechar o capítulo dos disparates
A Taça da Liga foi entregue e está encerrado um capítulo da temporada 2018/19. Um capítulo que deveria ter sido bonito e festivo, mas acabou posto em causa de forma deprimente por dirigentes despudorados e que de futebol gostam pouco, independentemente da dedicação de cada um às respetivas cores, façam-no eles de forma graciosa ou remunerada. No espaço de cinco dias, as quatro equipas mais fortes do momento concentraram-se num único estádio, ofereceram futebol de uma qualidade incomum e, de repente, só o VAR e as arbitragens eram importantes. Como é possível que alguém tenha reduzido um espetáculo de sonho como foi o FC Porto-Benfica das meias-finais a um lance de arbitragem? O mesmo pode dizer-se da competitividade do Braga-Sporting, menos espetacular mas disputado nos limites, emotivo, cheio e depois atirado para a lama da verborreia. Que tristeza! O que anda esta gente a fazer no futebol que não seja infligir-lhe danos? As aleivosias regurgitadas a seguir aos jogos das meias-finais puseram sal nas feridas da suspeição e, infelizmente, o prejuízo causado não encerra com a entrega do troféu. Os que querem fazer mal ao futebol conseguem-no, porque nem sempre o que se passa dentro do campo escapa. Atentemos ao jogo de ontem. Aos 30 minutos registavam-se 15 faltas, o que vale por dizer que a partida estava a parar, em média, de dois em dois minutos. E tanta interrupção nem se justificava pela natureza da maioria das ações penalizadas, mas tinha total cabimento e compreensão à luz dos últimos dias. João Pinheiro apitou demais, mostrou amarelos em excesso, teve um desempenho humano. Defendeu-se! Era impossível a quem quer que fosse não entrar receoso depois do que se leu e ouviu. O VAR ajudou a que corresse bem, as equipas também, o futebol-futebol salvou a Taça da Liga. Veremos se ainda haverá salvação para o resto e por quanto tempo.
