ECOS SEM VÍRUS - A opinião de Manuel Queiroz.
O poder do jogador
Federação, Liga, Associação dos Treinadores e Sindicato dos Jogadores assinaram já um memorando de entendimento a estender a validade dos contratos até ao fim das competições. Era necessário, mas atenção, é um memorando, não uma lei, ou seja, pode não ser seguida por um jogador ou treinador individualmente. O poder dos jogadores é grande.
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O protocolo que os médicos dos clubes tinham feito previa que um jogador infetado seria tratado como outro qualquer lesionado. Mas todos os outros vão aceitar isso? Se para toda a gente que esteve em contacto com alguém infetado o caminho é a quarentena, a opinião de vários juristas é que os outros se podem recusar a treinar. Aqui e em qualquer lado.
Corrida de cavalos
Apesar de o presidente Macron ter proibido as competições desportivas até setembro, parece que teremos mesmo em França, e já na segunda-feira, a primeira prova ao vivo e será no hipódromo de Longchamp, Paris. É que em França as corridas de cavalos são classificadas como atividade agrícola. Se quiserem transmitir pela TV, vão ter audiência.
De resto, a ESPN americana, a seco de competições ao vivo há mês e meio, ia começar ontem à noite a difundir a Liga Coreana de basebol, com seis jogos por semana. É tal a seca...
EUA: superimpotência?
Ninguém na Europa gosta de Donald Trump - ou quase ninguém - e com boas razões. Mas convém relativizar as coisas que devem ser relativizadas. Se tivermos em conta o que são as mortes por milhão de habitante por covid 19 que, apesar de tudo, me parece a melhor medida de comparação entre países, os EUA estão em nono lugar, só três posições acima de Portugal.
A Bélgica tem 697 e é a primeira, Espanha tem 522, Itália 418, seguem-se Inglaterra, França, Holanda, Suécia e Irlanda e depois os EUA (210) e Portugal tem 103. Nem os americanos estão assim tão mal, nem nós tão bem (o Brasil tinha 35, já agora). E tenham em conta que nem todos contam as coisas da mesma maneira.
Jornalistas em dificuldades
Na segunda-feira, numa reunião por videoconferência entre o presidente da AIPS, Gianni Merlo, e os dirigentes das principais associações de jornalistas desportivos da Europa, pude verificar que, na generalidade, a situação da pandemia tem melhorado em todo o lado e que as principais competições regressam entre maio e junho. Menos sorte têm tido muitos jornalistas, porque se na República da Irlanda o Governo ajuda com 1400 euros por mês, noutros sítios, como na Bulgária, país da UE, note-se, a situação é muito pior. E em muitos sítios os jornalistas estão em grandes dificuldades.
