JOGO FINAL - O holandês vai ter de se livrar da sombra de Tiago Fernandes, que não só fez o que lhe pediram como chorou à saída
O holandês Marcel Keizer chegou ontem a Portugal e foi a Alvalade assistir ao triunfo do Sporting sobre o Chaves. O compatriota Bas Dost deu-lhe as boas-vindas assinando os dois golos da partida. No seu jeito sincero, o ponta de lança até acabou por dizer que não interessa a nacionalidade do próximo treinador, a equipa precisa é de "mais e melhor futebol". Ora aí está o ponto de partida para o que se seguirá no reino do leão.
Keizer chega ao Sporting procedente de uma escola de futebol ofensivo, de privilégio pelo espetáculo, de aposta nos jovens - os emblemas holandeses para sobreviverem também fabricam e vendem talentos -, mas é um homem sem um currículo que o respalde, não conhece o futebol português e foi contratado por uma estrutura que o recebeu com uma sombra negra da qual terá de se livrar rapidamente. Tiago Fernandes foi preparado e preparou-se para a transição, mas aproveitou para reclamar mais do que uma passagem a termo certo, na despedida chorou e até contou que tinha prometido à Direção duas vitórias na I Liga e pontos na casa do Arsenal. O cenário está montado. Em Alvalade vão gritar-lhe o nome ao primeiro deslize do holandês. A menos que Keizer chegue e dê aos leões "mais e melhor futebol", como pediu o compatriota que marca os golos.
Frederico Varandas diz não ter medo de tomar decisões e deu um passo arriscado. Não só deixou entender ter projetado antecipadamente o despedimento de José Peseiro, como elevou a pressão sobre Keizer para um patamar muito alto.
