FORA DA CAIXA - A opinião de Joel Neto.
O NOVO CAVANI... Que é mais do que isso
Lucas Veríssimo vai-se tornando o novo Cavani, mas o seu significado, para a equação do Benfica, pode ir além do do uruguaio.
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Nunca Vieira negou tão pouco a um treinador como negou este ano a Jesus, e mesmo assim não chega. São jogadores que não resultam, duplas que não funcionam, bancos que não acertam, e depois ainda há a covid-19. Que margem acredita o treinador que terá depois da contratação do central do Santos?
Independentemente do jogo de ontem, antes do qual escrevo, é altura de apresentar um futebol consistente, ao nível dos recursos exigidos e capaz de proteger o interesse da Presidência em blindar-se à crítica. Caso contrário, e depois do sinal de vida dado por Noronha Lopes nas eleições, o cerco pode começar a apertar-se a este ciclo, cuja intenção de se dar por encerrado ainda está por avaliar. E não deixaria de ser curioso se fosse Jesus, o que lhe permitiu a consolidação, a acompanhar Vieira à porta de saída.
HOMEM GRANDE, morte grandiosa
Maradona não teria tido a grandeza que teve (e tem) se a sua morte não gerasse todas estas histórias: dúvidas sobre o tratamento, protestos quanto ao socorro, namoradas à porta do velório, um velho treinador poupado à notícia do falecimento, ajuntamentos perigosos em tempos de pandemia, capas de jornais polémicas.
Mas, sim, vale a pena parar na demagogia do "Daily Star" a propósito da chamada "mão de Deus": "Onde estava o VAR quando precisámos dele?" A resposta é simples: nunca precisámos. Com VAR, nem uma das melhores histórias da vida deste jogo teríamos.
