Na noite de João Félix, o andebol dividiu o palco e a Seleção Nacional deu uma tareia na maior potência da modalidade
Portugal viveu ontem uma noite histórica. Ao mesmo tempo que João Félix se tornava no futebolista mais novo a assinar um hat trick na Liga Europa, a Seleção Nacional de andebol derrotava a França, maior potência mundial da modalidade. Ganhar aos franceses por seis golos, dominar de fio a pavio, não se deixar sequer questionar durante toda a partida, é fantástico, um feito que não entraria nem nos sonhos mais otimistas dos participantes, apesar de nos últimos dias se notar nesta equipa uma confiança inusitada.
Há muito se tem a certeza de estar João Félix entre o lote restrito dos eleitos, dos candidatos a entrar para a história. Ontem, mesmo tendo a equipa vacilado aqui e ali, o miúdo demonstrou que tem o mundo na mão, como se jogasse andebol. Félix sobressaiu ainda mais porque o Benfica fez quatro golos a um adversário alemão e nem por isso pode dormir tranquilo. Consentiu dois já depois de estar a jogar contra dez e, agora, é previsível que na Alemanha vá sofrer. Podia ter acabado com o Eintracht, mas deixou-o vivo.
Em Guimarães, num pavilhão a abarrotar, Portugal esmagou a França que tem no palmarés seis títulos mundiais, cinco neste século, quatro nos últimos seis. Somemos o ouro olímpico em 2008 e 2012 e a prata de 2016, mais os títulos europeus de 2010 e 2014, assim como o terceiro lugar em 2018. A França tem mais títulos do que Portugal presenças nas grandes provas. O andebol português está em franca evolução. Precisava de um resultado destes. Mas, atenção!, aumentaram as responsabilidades.
