Durante três meses, até dezembro, a Champions será, para FC Porto, Benfica e Sporting, um fator de evidenciação de capacidade - externa e interna
É só um intervalo, eles voltam já! Claro que a entrada da Seleção na fase de apuramento para o Euro"2016 não é um intervalo que se vulgarize, até porque na memória de quem acompanha o fenómeno lateja ainda a incompetente figura que a equipa das Quinas fez no Mundial do Brasil. Apesar da pausa, e mesmo amputados de uma série de internacionais por um calendário déspota, fica a sensação de que FC Porto, Benfica e Sporting, seguindo a ordem de arrumação na tabela ao fim de três jornadas de I Liga, não chegaram verdadeiramente a calar os motores. E é natural que não tenham, de facto, levado a mão à chave na ignição, porque, cada um à sua medida, todos estiveram ativos nas últimas retas e curvas do mercado de transferências. Para os assumidos candidatos ao título, estas duas semanas de interregno são uma eternidade, quer pela ânsia de receber os que partiram com ordem para voltar, quer pela motivação acrescida de provar e mostrar as novas peças do armamento. E isto não resulta apenas de se vislumbrar no horizonte um fim de semana futebolístico picado - com dragões em Guimarães, águias em Setúbal e leões a acolher o Belenenses; não, é mais do que isso, é já o "bichinho europeu" que mexe com os grandes, porque durante três meses, até dezembro, a Champions será um fator de evidenciação de competência - externa e interna.
