JOGO FINAL - Já lá vai o tempo de só ser grande contra os grandes. O estatuto é como o título, primeiro ganha-se e depois defende-se
A Seleção Nacional está de volta às lides para tratar já do apuramento para o Europeu saltitão das 12 cidades de diferentes países, a disputar no próximo verão.
defrontar os Luxemburgos da vida chegou a ser mais complicado do que medir forças com as potências do futebol
As contas estão boas de fazer, a qualidade abunda e, por isso, o tempo das calculadoras ficou para trás, além de não estar em causa apenas o apuramento para mais uma fase final; desta vez, a qualificação tem como objetivo defender o título europeu. Convém ninguém esquecer, especialmente os intervenientes diretos - por vezes dados a acordar tarde, como se viu na Lituânia -, que quando se ouve A Portuguesa no estádio, vai jogar o campeão da Europa.
Era bonito se continuasse a sê-lo no apuramento para o Mundial, mas não é bem exigência a fazer, mas sim um esforço a pedir. Será complicado, até porque nas 15 edições anteriores apenas a Espanha (2008 e 2012) revalidou o título, mas há matéria humana para acreditar. O tempo do impossível também já se foi!
Lembra-se bem quem está para além dos 40 anos como defrontar os Luxemburgos da vida chegou a ser mais complicado do que medir forças com as potências do futebol. Portugal conseguia ser grande com os grandes e cultivava uma tendência suicida para pedir meças aos pequeninos. Misturavam-se mentalidade com atitude profissional duvidosa e muitas vezes deu asneira grossa. Também essa página está virada.
Agora é dar às canetas e ganhar, se possível tratando do caso cedo. Estar 1-1 ao intervalo e marcar quatro na segunda parte também vale, mas não há necessidade. É por causa do coração.
