O mundo vai ver duas grandes equipas e um punhado de jogadores de eleição. Que ninguém estrague o clássico
Está aí mais um clássico do futebol português para mostrar ao mundo. Defrontam-se as duas melhores equipas da prova - opinião pessoal e hierarquia classificativa - e vão jogar alguns dos mais talentosos futebolistas que pisam os relvados portugueses, estando um punhado deles a ser cobiçado pelo lote dos maiores potentados económicos do mundo. Ou seja, estão reunidas todas condições para assistirmos a um grande jogo.
Da última vez que FC Porto e Benfica se encontraram, em Braga, na primeira meia-final da Taça da Liga, o espetáculo foi fantástico, de primeiríssima qualidade. Foram duas equipas com o mesmo propósito: ganhar. Para isso praticaram um futebol aberto, com oportunidades de golo, sem tal significar anarquia. Ali não se jogou à bola, disputou-se uma partida com uma componente tática sempre presente, porque assumir riscos também pode ser estratégico. Desta vez não é a eliminar, mas é crível que o propósito de ambos seja os três pontos. O Benfica está obrigado a ganhar e a versão Bruno Lage tem apresentado uma muito interessante e bem trabalhada tração à frente. O FC Porto de Sérgio Conceição adora testar os limites. Temos prometido um espetáculo de exportação, esperemos que antes e durante ninguém o estrague.
A propósito, uma questão lateral. Os controlos antidoping feitos de surpresa a Marega e Jonas primaram pela falta de tato. As desconfianças podem fazer sentido na cabeça de quem dirige a ADoP, mas a decisão salomónica serviu apenas para ficar bem na fotografia. Controlar toda a gente em vésperas de clássico dava menos azo a especulação.
