Não sabemos se Ronaldo estará nos Estados Unidos, ou se resignará, como Messi. Ou haverá mais um recorde por bater, como ser o primeiro quarentão a marcar dois golos numa fase final.
A jornada dupla de apuramento para o Mundial de 2026 acabou com um balde água fria. A antecedê-la, pela primeira vez, vozes de responsáveis e de jogadores assumiram que o título estava ao nosso alcance. Mostrar ambição é positivo, significa que não há pejo em sonhar alto, e o talento disponível justifica que se sonhe assim. O historial também é razoável - um campeonato europeu e duas Taças das nações -, longe ainda de selecções de países populosos como Itália, Alemanha, Espanha, Brasil, Argentina, França. A história pesa, é ela que às vezes faz a diferença nos momentos decisivos, com a sua pequena história, se Portugal ganhar um Mundial será um meio recorde: o primeiro campeão do mundo com uma base de recrutamento de dez milhões de pessoas, só ultrapassado pelo bicampeão mundial, o Uruguai, que hoje tem três milhões e meio, e em 1950, quando ganhou o último torneio, nem três milhões teria.

