FORA DA CAIXA - A opinião de Joel Neto.
Ouvido, claro. Porque não o seria?
Era o que faltava, só porque se trata do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira ficar de fora do pedido de audição no Parlamento feito pelo Bloco de Esquerda. Culpado ou inocente, a ligação do seu nome ao caso Novo Banco é globalmente a mesma que a de uma série de outras figuras em escrutínio pela Comissão Parlamentar de Inquérito às perdas do Novo Banco.
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Outra coisa será saber que vigor poderá apresentar a Justiça perante um presidente ainda em exercício. Desde Vale e Azevedo que se mantém na sociedade portuguesa a impressão de que o líder de um grande clube de futebol só se torna imputável após o abandono do cargo. Mas, infelizmente, no que ao Novo Banco diz respeito, a inimputabilidade parece mais ou menos generalizada.
Queixamo-nos dos populismos, mas de mais nada eles se alimentam como disto: do sentimento de injustiça - e de desigualdade perante a lei - que se apodera do dito "português comum". Um dia esse português quer vencer a desqualificação e só encontra ressonância nos piores de nós.
Cortinas de fumo e ruído quanto baste
O "affaire" Lucas Veríssimo já vai tão ridículo como foi o de Cavani. Talvez pudesse dar jeito como cortina de fumo para agir noutras paragens do mercado, mas o Benfica sabe que a cortina do uruguaio não conseguiu impedir uma série de contratações medíocres.
De qualquer maneira, o que não nos vai faltar é ruído. Não estivessem à venda Eric Garcia, Delle Ali, Isco ou Luca Jovic e ainda tínhamos Messi. Não sei se estou preparado.
