O limite para Marco Silva no Sporting é a final da Taça. Pelas respostas do treinador e do presidente, percebe-se que a separação está para breve
Há uma Taça de Portugal para ganhar, por isso se entende que Marco Silva desvie a conversa e procure fazer incidir os holofotes na prioridade do momento, quando cercado de questões sobre a continuidade no Sporting, mas nesta fase da temporada as certezas já esmagam as dúvidas: o futuro do treinador em Alvalade esgota-se, no limite, a 31 de maio, data da final no Jamor. Por contrato, a ligação aos leões só terminaria daqui por três anos, mas conferências de Imprensa como a de ontem, na circunstância para lançar a batalha com o Nacional, são de uma transparência avassaladora quanto ao desconforto do técnico na abordagem do que está para vir. Se acreditasse que há mais (ou outra) história para escrever no clube em 2015/16, não teria dado as respostas que deu, não teria dito que não faz sentido "falar da próxima época". O foco, argumentou, tem de estar no duelo com os insulares, mas a evidência está à vista de quem a quiser enxergar: não existe química entre o treinador e quem manda - e vice-versa. Isso também é escrutinável do conjunto de trivialidades, despidas de convicção, semeadas pelo presidente nas últimas semanas, em nome (?) de um relacionamento que, percebe-se desde o choque frontal em dezembro, é simplesmente impossível. As técnicas a que Bruno de Carvalho recorreu foram apenas de maquilhagem, e ligeira, não eliminando o (inevitável) cenário de demissão.
