Vergonha na cara ou pudor não será com certeza um problema. APAF e Conselho de Arbitragem deveriam corar de vergonha com estes sucessivos erros, dualidade de critérios e violação grosseira do Protocolo do VAR.
1 - Acho que seria muito mais honesto e transparente no início da época confiscarem a carteira de todos os adeptos sportinguistas. Se é para nos espoliarem numa base semanal e levar ao colo os nossos adversários mais valia assumi-lo sem rodeios e sem medos. Vergonha na cara ou pudor não será com certeza um problema. APAF e Conselho de Arbitragem deveriam corar de vergonha com estes sucessivos erros, dualidade de critérios e violação grosseira do Protocolo do VAR.
Se é para nos espoliarem numa base semanal e levar ao colo os nossos adversários mais valia assumi-lo sem rodeios e sem medos.
2 - Depois das arbitragens de Alvalade com Porto e Vila Nova de Famalicão - já nem vou falar do penálti com a B SAD - ontem em Alvalade fomos de novo brindados com mais um show de arbitragem. Feddal é empurrado na grande área e João Pinheiro acha que nada se passou. É um VAR à inglesa, mas depende muito dos campos. É uma questão de intensidade. Claro que quando foi para avaliar a intensidade de Coates em Vila Nova de Famalicão aí a intensidade foi decisiva para anular um golo. Extraordinário é ter sido marcada falta ofensiva. No fim da primeira parte, Raul Silva derruba Tiago Tomás e nem o árbitro, nem o VAR acharam relevante. Nem foram ver o lance, sendo que já percebemos que a televisão e o VAR só servem para reverter decisões contra o Sporting. A festa continua, como continua o inquérito a João Mário, que deve ser muito complexo - umas declarações no final da partida - e talvez se consiga tirá-lo de algum (s) clássicos lá para final deste mês.
3 - Há dados deste campeonato muito interessantes. Por exemplo existem árbitros com taxas de aproveitamento estranhamente dispares entre clubes grandes. Luís Godinho é um deles e Fábio Veríssimo outro. Por exemplo com este último o Sporting tinha uma taxa de aproveitamento de 61%, mas já o Porto tem 81% e o Benfica uns extraordinários 95%. Têm sorte os nossos rivais com o Fábio. Mas há mais, o Sporting tinha até ontem 180 faltas cometidas e 33 amarelos, já o Benfica tinha 146 faltas e 22 amarelos, e o Porto (uma equipa pouco agressiva como sabemos) tem 137 faltas e 17 amarelos. É assim o futebol luso, cheio de curiosidades e factos inauditos. Sem a intervenção dos cuidadores neste momento tínhamos mais 4 pontos, seis de avanço sobre o Benfica e 9 sobre o Porto. Pouca coisa de facto.
4 - Mas como não chega o que se passa nos jogos leoninos, a última jornada foi rica. Em Guimarães, a perder 1-0, o Porto viu-lhe ser perdoada uma expulsão. Não passa nada, depois de arbitragens como Paços de Ferreira, Alvalade e jogo com Marítimo. Na Luz, com o último classificado fomos de novo brindados com mais um tratado. Uma falta que está na origem do primeiro golo benfiquista e depois um penálti grosseiro transformado em simulação. E assim vamos cantando e rindo. Os nossos rivais vão-se mantendo à tona e sobrevivendo com erros sucessivos e quase semanais.
5 - Vamos ao mais importante. Em Alvalade assistiu-se a um jogo muito rico com o Braga que tem uma excelente equipa. Fomos felizes em alguns momentos do jogo, mas esta equipa faz muito para ser feliz. A coesão, a ambição e solidariedade são a imagem de marca desta equipa que terá de continuar a querer sofrer muito para ultrapassar tanto obstáculo. Pote está numa fase descendente, mas Matheus Nunes esteve muito bem, tal como Sporar. Porro e Adán são excelentes contratações, tal como Palhinha e João Mário. A equipa sofre poucos golos e isso é meio caminho andado para o sucesso no campeonato luso. Mais uma ou duas alternativas neste mercado de inverno seriam muito bem-vindas, seja Paulinho (sem loucuras, pois sendo bom jogador é apenas isso mesmo), ou Rodrigo Pinho que se tem destacado na Madeira, onde o golo é bem mais caro que em Braga.
Nota final. Tendo ganho o jogo, espero que a comunicação do Sporting não deixe passar em claro mais esta arbitragem. A revolta e indignação não se devem apenas manifestar quando não ganhamos.
