FORA DA CAIXA - A opinião de Joel Neto.
Chega de abraços: contenção & profilaxia
O futebol português está a desperdiçar uma boa oportunidade de contribuir para a sensibilização sanitária dos portugueses e, ao mesmo tempo, conter a sua própria situação infecciosa.
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Os futebolistas infectados continuam a acumular-se, com prejuízos competitivos e riscos de sequelas, e o país está precisado como nunca de exemplos. Porque não determinar o fim dos abraços no momento do golo?
Foi o que aconteceu na Bélgica, por exemplo, e de algum modo até em Inglaterra. O jogo tem outros momentos de perigo, claro, mas poucos com a mesma carga viral envolvida. Apesar disso, marca-se golo e logo os jogadores se abraçam sob o olhar daqueles que não se podem abraçar.
Começa a ser uma imagem chocante, que sugere alienação e, desde logo, causará irritação nas indústrias confinadas. Face ao estado do país, a Liga e a FPF podiam bem tomar elas mesmas a iniciativa de proibir temporariamente tal coisa. Parte da latitude que o futebol conquistou nesta pandemia deve-se à capacidade de se posicionar estrategicamente - nas exigências e nas medidas.
Não comparem: celebrem-nos a ambos
O percurso de Bruno Fernandes na Premier League é excepcional. Tenho-o como um dos meus heróis.
Mas as comparações com Ronaldo não passam de uma tontice. CR7 demorou mais a conquistar o que Bruno conquistou agora, mas chegou a Inglaterra na adolescência. No dia em que voou para Manchester, Bruno já era um dos melhores do mundo - o mundo é que não sabia.
