SENADO - Uma opinião de José Eduardo Simões
1 - Nas competições europeias, os nossos clubes estão de parabéns. Perante equipas muito difíceis, Sporting e Braga jogaram a alto nível, enquanto o Benfica continua a crescer com o grande início de temporada e, motivado, tem ultrapassado os obstáculos. Vamos ver o que sucede quando as dificuldades apertarem.
Com um final de jogo impróprio para cardíacos, o FC Porto não conseguiu o resultado que a exibição merecia perante a sua "besta negra", o Atlético de Madrid. No ranking continuamos no 6º lugar, com a França (5º posto) a afastar-se e a Holanda a aproximar-se ligeiramente, o que significa que temos que manter o foco nos pontos das vitórias.
Para se chegar ao mais alto nível é preciso apoios que permitam estudar e treinar a sério, ou mesmo só treinar de forma profissional; e escola estruturada desde os mais jovens ao topo da pirâmide. Na maioria das modalidades, como não existem apoios e escola, não passamos da mediocridade. Todos perdemos!
2 - Fantástico Diogo Ribeiro! O jovem nadador conimbricense de 17 anos conquistou três medalhas de ouro no escalão júnior do campeonato do mundo e o recorde mundial dos 50 metros mariposa a constituir a cereja no topo do bolo. Passou em 2021 por tempos bem difíceis que terão servido de lição, pois quem quer ser o melhor não pode facilitar na chamada vida normal. Os que o conhecem valorizam a força de vontade capaz de mover montanhas e a simplicidade do trato. Vamos ver se é desta se temos um nadador capaz de conquistar títulos e recordes mundiais no escalão sénior.
3 - Extraordinário o nível e a emoção no Grand Slam de ténis dos Estados Unidos, cuja final vai ser disputada pelo jovem fenómeno espanhol de 19 anos Carlos Alcaráz e o pouco mais velho e super eficiente norueguês de 23 anos Casper Ruud. Quem ganhar tornar-se-á o n.º 1 mundial, numa classificação algo menorizada pela absurda proibição de Djokovic competir por não se querer "vacinar" para a covid-19. Espera-se um programa televisivo noturno de excelência e, sendo adepto confesso do estilo vibrante, variado e agressivo de Alcaráz, o que mais desejaria é que o ténis nacional fosse capaz de produzir talentos de qualidade internacional.
Para se chegar ao mais alto nível é preciso apoios que permitam estudar e treinar a sério, ou mesmo só treinar de forma profissional; e escola estruturada desde os mais jovens ao topo da pirâmide. Na maioria das modalidades, como não existem apoios e escola, não passamos da mediocridade. Todos perdemos!
