Não foi um dia para grandes ataques, mas foi um dia inteligente.
A etapa 4 foi um bom exemplo de como, no Dakar, nem sempre é possível executar o plano ideal. O objetivo passava por atacar, mas a ordem de partida acabou por condicionar bastante essa abordagem. Com vários concorrentes à frente e em zonas onde ultrapassar não era simples, foi necessário gerir, ler bem a corrida e perceber onde valia, ou não, forçar.
Nestas condições, a prioridade passou por evitar problemas. Mantivemos um ritmo controlado, fomos consistentes na navegação e protegemos o carro numa fase da prova em que qualquer erro pode ter consequências pesadas, sobretudo numa etapa integrada na maratona. Não foi um dia para grandes ataques, mas foi um dia inteligente.
O mais importante é que saímos desta etapa bem posicionados para o que aí vem. Amanhã partimos para a segunda parte da maratona e, com outra ordem de partida e um contexto diferente, poderá haver espaço para voltar a ser mais agressivo.

