O FC Porto esteve entre os oito melhores da Champions e faz propostas de 10 milhões. Klopp diz que 100 milhões servem para comprar um jogador
Fazendo fé em declarações públicas do empresário Catió Baldé, Bruma está no mercado e dava preferência ao FC Porto, que estaria na disposição de avançar até dez milhões de euros para fechar o acordo. Ontem ficou a saber-se que o PSV Eindhoven terá tomado a dianteira no negócio, inflacionando a proposta portista em 50 por cento. Sendo o RB Leipzig parte interessada, é óbvio que a preferência do jogador passará a ter um peso entre o relativo e o irrelevante.
Esta discussão de milhões - 15 contra dez - entre os campeões destronados de Portugal e da Holanda, ambos segundos classificados em 2018/19, é reveladora do esforço feito por quem pretende manter-se à tona de água para continuar a jogar entre os melhores, porque ambos disputam o acesso à Champions e o PSV entra já na segunda pré-eliminatória.
Eis que, de repente, a introdução do tema jogar entre os melhores parece ridicularizar a discussão anterior. É que, por exemplo, o Liverpool, adversário do FC Porto nas duas últimas edições da Liga dos Campeões, também está no mercado e o treinador Jurgen Klopp até disse: "Todos os clubes estão a gastar dinheiro sem travão. Se não gastássemos o mesmo, não estaríamos aptos a competir. Hoje, cem milhões servem para comprar um jogador." E vamos por aí adiante: os reds têm Van Dijk, provavelmente o melhor central do mundo, mas estão na disposição de pagar 110 milhões por Koulibaly para jogar ao lado dele. Isto se o Real Madrid (já gastou mais de 200 milhões) e o Manchester City não voltarem à liça, porque já levaram negas do Nápoles.
No futebol de todas as assimetrias, o FC Porto ficou entre os oito melhores da Europa. Um paradoxo tão grande e inexplicável que tentará repetir.
