Regressa a normalidade. Cada um com as armas que tem e ninguém ganha ou perde de véspera
Fechou a mais estranha e agitada janela de transferências dos últimos anos.
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Não por ser tardia, já que aconteceu com três jornadas da I Liga disputadas, apenas mais uma do que na generalidade dos anos não pandémicos, mas pela quantidade de mudanças e pelos novos modelos de negócio. Muitas cedências, umas com opção de compra, outros sem, vendas numa espécie de mercado de futuros denominado empréstimo com cláusula de compra obrigatória, e menor exorbitância nos valores pagos. Terminada esta fase tormentosa para os treinadores, é tempo de reconstruir e cada um terá de o fazer com as armas que tiver sem discutir as dos outros.
A título de exemplo, pegue-se no caso de Sérgio Conceição, o mais atingido dos treinadores dos três grandes portugueses pela pancada do mercado: tem uma equipa para reformatar sem se preocupar - embora o possa lamentar - se lhe coube em sorte lapidar e potenciar um grupo reforçado com jogadores para devolver no final da temporada quando, por exemplo, o Manchester City, primeiro adversário da Champions, reforçou o superplantel que tinha gastando 160 milhões de euros. Ao treinador do FC Porto vão pedir o de sempre: competência e resultados.
A 21 de outubro, quando a equipa portista entrar no Etihad Stadium, os orçamentos ficam à porta, tal como fica o cão no centro de treinos do Olival. Um dia depois, quando o Lech Poznán receber o Benfica também não vai discutir se o emblema da Luz fez compras no valor de 99 milhões e vendas de 71,5 milhões enquanto do outro lado o jogador mais cotado vale 3,5 milhões. Cada um vive com o que tem e ninguém ganha ou perde de véspera.
