RUGIDOS DO LEÃO - A opinião de Samuel Almeida, para ler ao domingo n'O JOGO.
1 - Anda aí gente nervosa com a liderança leonina e, concomitantemente, com a prestação das suas próprias equipas, o que justificará o regresso a velhas táticas de pressão, condicionamento ou simplesmente de manifesta falta de desportivismo.
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Vamos apenas na 8ª jornada, mas o fair-play a partir daqui será mesmo uma treta. Em Alvalade, devemos estar atentos para o que aí vem, mas devemos manter uma postura discreta, sem alaridos e com integral foco na partida seguinte. Como bem afirmou Ruben Amorim, somos apenas candidatos a vencer todos os jogos e assim devemos permanecer.
2 - No Dragão, o seu diretor de comunicação decidiu dar novo ar de sua graça, afirmando que o Sporting deve 4 pontos à Cidade do Futebol. Deveria estar certamente a referir-se à arbitragem do clássico, em que um VAR muito atento conseguiu evitar uma grande penalidade e uma expulsão para a equipa portista. Isto depois das arbitragens no Dragão, em especial com o Marítimo. Mas a cultura portista é isto mesmo, assente na polémica e no confronto. O Porto vive e alimenta-se deste antagonismo, como bem se viu nas finais da Taça da Liga e no Jamor. Há quem lhe chame mística, eu chamo-lhe apenas mau perder e total falta de cultura desportiva, isto mesmo após mais uma qualificação na Champions. A estratégia de vitimização, confronto e pressão veio para ficar e teremos mais episódios nas próximas semanas. Nada que não seja bem conhecido no futebol luso, pois é uma estratégia gasta, mas vencedora há mais de 30 anos.
3 - Na Luz, depois da euforia com o seu novo dream team, veio a depressão e agora o realismo. E isso torna esta equipa bem mais perigosa. O toque artístico foi-se por ora, ficou na Madeira a prova que o fair-play é mesmo para JJ uma treta. São dois golos com o adversário com elementos caídos no relvado, sendo de destacar o segundo, um tratado com direito a uma pisadela ostensiva que o árbitro e o VAR não viram, uma reposição rápida com jogadores lesionados no chão e insultos ao banco adversário. Jorge Jesus na sua melhor versão, ainda que o então técnico maritimista não mereça qualquer simpatia nesta matéria, eu que não esqueço um triste episódio num jogo com o Sporting em Arouca. Quem não tinha culpa nesta matéria era o Elvas, que respondeu de forma elevada e acutilante a JJ. De todo o modo, fica o registo que esta equipa benfiquista entrou em modo de alerta, o que justifica o alerta de todas as demais equipas na prova. Na Luz, como no Dragão, vale tudo para vencer, daí talvez Ruben Amorim ter alertado esta semana que as coisas irão tornar-se bem mais difíceis para os jovens da equipa de Alvalade.
Em Braga, a aposta é na total descrição, fruto, provavelmente, do trabalho e personalidade do seu treinador
4 - Em Braga, a aposta é na total descrição, fruto, provavelmente, do trabalho e personalidade do seu treinador. Carlos Carvalhal é um senhor e tem uma bela equipa. Veremos se isto não se escangalha tudo em Alvalade, onde o presidente insolvente gosta de brilhar aos microfones do auditório Joaquim Agostinho. A verdade é que sem ninguém dar por ela, depois do Famalicão, lá veio mais uma arbitragem bondosa, com mais um VAR atento, a ver um fora de jogo do jogador do Farense na sequência de um corte vindo de um jogador arsenalista. Tudo na paz do senhor, não fosse o Braga da cidade dos arcebispos.
5 - Em Alvalade, sinceramente não gostei do jogo com o Moreirense. Não que a equipa não tivesse feito mais que o suficiente para vencer, mas porque notei aqui e acolá - sobretudo na primeira parte - uma certa sobranceria na abordagem dos lances, fruto de excesso de confiança. Antunes falou sobre o tema no final do jogo e Rúben não esqueceu o assunto na conferência de Imprensa desta sexta-feira. Esta equipa do Sporting vale pelo coletivo, pela simplicidade de processos, pela humildade, coesão e irreverência dos seus jovens, os quais têm tudo por demonstrar. E vale pelo desempenho excecional de Palhinha, Pote e Nuno Santos, os esteios desta equipa. No dia que perdermos o foco e a humildade estaremos bem mais perto do insucesso.
O senhor Luís Godinho acaba de dar mais um tratado de arbitragem. Uma vergonha.
Nota final: o senhor Luís Godinho acaba de dar mais um tratado de arbitragem. Uma vergonha. O mesmo que não viu um penálti contra o Porto viu falta de Coates. Conseguiu expulsar Pote, mas não viu as entradas a pés juntos de vários jogadores do Famalicão. Numa palavra: pouca vergonha!
