Para o Braga, fechar uma campanha virtuosa com mãos vazias será pior do que perder uma Taça nos penáltis. Benfica e FC Porto estão avisados
Acabou, mas o estrondo na despedida, pelo que se vira do Braga até aos quartos de final da Liga Europa, era evitável. Resiste, no entanto, para memória futura que, na época 2015/16, foi mais longe naquela competição da UEFA a equipa portuguesa que menos responsabilidades e menos obrigações tinha a este nível de difusão do que de melhor existe e se faz cá dentro. Pese o distorcido ponto final numa história em que o triunfo sobre o Fenerbahçe, na eliminatória anterior, faria estimar outro desenlace, a equipa de Paulo Fonseca merece umas boas palmadas nas costas, não só pelo que de positivo alcançou numa montra que desafia mais olhares, mas também para despertar para a realidade e tomar consciência do que ainda tem por diante. Há um quarto lugar para garantir matematicamente na Liga, claro que sim, mas, numa temporada em que, com menor riqueza de recursos, conseguiu ser o competidor luso envolvido mais tempo num maior número de frentes, isso há de saber a pouco. A eliminação de ontem é um tiro de canhão na honra do conjunto minhoto e, ao mesmo tempo, uma potencial má notícia... para Benfica e FC Porto, adversários na meia-final da Taça da Liga e na final da Taça de Portugal, respetivamente. Fechar uma campanha virtuosa com mãos vazias arriscará ser mais deprimente do que perder o segundo troféu nacional no desempate por grandes penalidades.
