Lopetegui deu um passo atrás para ganhar, o FC Porto ganhou e a cotação dos jogadores subiu milhões
O Sevilha manteve-se fiel à tradição deste século. Se vai à final da Liga Europa, como antes na Taça UEFA, ganha-a. E já vão seis, duas sob o comando de Juande Ramos, três pela mão de Unai Emery e agora foi a vez de Julen Lopetegui, o telhudo e teimoso que começou por cima e para quem o Sevilha começou por ser um passo atrás, ao contrário dos antecessores.
O modelo de jogo do Sevilha mantém a ideia importada na altura pelo FC Porto, mas agora mais bem trabalhada e amadurecida.
Ramos e Emery saltaram da Andaluzia para a Premier League, projetaram-se com os triunfos. Lopetegui confirma agora que podia ter feito melhor quando lhe ofereceram, de mão beijada, FC Porto, seleção de Espanha e Real Madrid, tendo passado ao lado por diferentes motivos.
Aprendeu futebol de clube, ter-lhe-á juntado lições de vida e ganhou. O modelo de jogo do Sevilha mantém a ideia importada na altura pelo FC Porto, mas agora mais bem trabalhada e amadurecida. A posse faz outro sentido que não apenas reter a bola.
Quem ganha torna-se mais valioso, como aconteceu com a equipa do FC Porto, que viu a cotação dos jogadores disparar depois da conquista do título. Mas sabe-se como estas questões de mercado são complicadas e a valorização não significa, necessariamente, vendas automáticas e fabulosas.
Entre o valor atribuído pelos especialistas, as cláusulas de rescisão e a capacidade negocial, tudo pode ser surpreendente. Por exemplo, há um ano, Maguire estava avaliado em 50 milhões de euros e não faltaria quem questionasse se os justificava quando o Manchester United pagou por ele 92 milhões. Uma loucura, mas este mundo é a assim. O Barcelona deu 145 milhões por Philippe Coutinho e não sabe o que lhe fazer. O mercado é uma luta e por vezes enlouquece. É mais fácil lidar com ele quando se ganha.
