Portugal a caminho de ter quatro equipas na Liga Europa. Braga e Vitória têm a decisão na mão
Braga e V. Guimarães deram passos importantes rumo à fase de grupos da Liga Europa, o que é uma notícia fantástica tanto para ambos como para o futebol português, carecido de acelerar a soma de pontos para voltar ao sexto lugar do ranking e usufruir dos benefícios daí inerentes. Os emblemas minhotos conseguiram ambos sair da primeira mão em vantagem, a do Braga é matemática e a do Vitória teórica, mas a valer quase o mesmo, porque não estão obrigados a provas de superação extrema. Para seguirem em frente precisam apenas de jogar o que sabem, fazendo uso de uma audácia... prudente. E não há aqui contradição! Nada tem de estranho a adoção de uma estratégia ousada para chegar ao golo sem pôr em risco a organização defensiva. É sabido que quando a manta é curta, para tapar a cabeça destapam-se os pés, mas não é esse o caso do Braga nem do Vitória, cujos plantéis apresentam soluções para os vários momentos de cada jogo.
O Braga enfrentará grande pressão na Rússia, os responsáveis sabem-no bem e terão de pensar em marcar em Moscovo, para se porem a salvo de imprevistos. As margens de manobra curtas têm uma parte boa: não admitem euforias e obrigam a equipa a dar o melhor de si. E o Spartak não é um adversário qualquer.
Também o Vitória precisa de administrar a vantagem teórica com cautelas, mas todos sabem como o fator casa é importante em Guimarães. O D. Afonso Henriques também joga e a equipa não precisa de ter pressa. O Steaua é uma equipa matreira e terá consciência de que perdeu o seu momento, mas um golpe de sorte ou uma distração podem mudar tudo.
