Assumir o falhanço é exclusivo dos enormes jogadores. Tal como o pragmatismo para os que sonham conquistar lá mais à frente.
1 O empate de ontem, com sabor a título para o Sporting, ficará marcado pelas lágrimas de Taremi. O avançado do FC Porto chorou, sozinho, mal soou o apito final.
Percebeu que três golos não marcados - os que sabe que falhou - fariam a diferença num encontro em que o adversário só chegou com perigo à baliza uma única vez, por Matheus Nunes. Taremi percebeu que o pragmatismo da estratégia leonina resultou à custa do seu azar.
Por outro lado, Rúben Amorim e os seus jogadores merecem a vantagem que os encaminha, a passos largos, para um título há muito desejado. Merecem-no porque isto é um campeonato, onde estão melhores do que o combinado de Sérgio Conceição, que soma quatro empates nos últimos cinco jogos da Liga NOS. Também não adianta muito esconder o problema atrás de arbitragens "à defesa" de quem deveria assumir-se como douta autoridade. Neste particular, lendo o noticiado recurso ("intercâmbio") a apitos estrangeiros, ou falhou o ser-se douto ou tremeu a autoridade. Fica o benefício da dúvida, porque pouco ainda se sabe da intenção do Conselho de Arbitragem.
2 O nome de Alfredo Quintana ecoará para sempre. Além das suas qualidades extraordinárias de praticante, ficarão os momentos de união motivados pela fatalidade. A forma como os atletas de todos os emblemas o homenagearam nas últimas horas de vida e após a sua partida são inesquecíveis. Não por espetacularidade ou mediatismo, mas pela verdade na dor e no lamento. Nas escolas de desporto de todo o mundo devia estar escrita, em letras garrafais, a frase que O Guerreiro partilhou um ano antes, nas redes sociais, antes de um FC Porto-Benfica: "Não confundas inimigo com adversário; o inimigo quer o teu mal, o adversário quer o mesmo que tu... ganhar". E haveria menos ódio no planeta, acreditem.
